Charles Haddon Spurgeon, o "Príncipe dos Pregadores", pregou o seu último sermão no Tabernáculo, em Londres, neste dia 7 de Junho de 1891.
Anos antes, o seu ministério esteve quase a chegar a um fim precoce. A sua congregação tinha crescido tanto que tiveram de construir o Tabernáculo, este edifício especial, para acomodar a multidão que vinha para ouvi-lo. Enquanto o edifício do Tabernáculo estava sendo construído, ele alugou um salão em Surrey Gardens. Aos 22 anos de idade, já Spurgeon levava cinco anos de pregação regular do santo Evangelho. Como habitualmente, uma multidão de pessoas encheu o salão de Surrey Garden. Assim que ele orou em voz alta, uns indivíduos traquinas gritaram: "Fogo", e as pessoas que assistiam no balcão começaram a lançar-se para a plateia, como doidas. Em pânico, as pessoas precipitaram-se desordenadamente e em pânico para as saídas. Sete pessoas morreram esmagadas e dezenas de outras foram levadas para o hospital gravemente feridas.
Spurgeon entrou num colapso de horror. Teve de ser levado do púlpito e caiu num profunda depressão, de tal forma, que ele mais tarde disse que duvidava de que alguém que já tivesse ter estado tão perto de enlouquer como ele teve, nessa horosa ocasião, ainda conseguisse salvar-se, recuperando a sanidade mental.
O Tabernáculo foi inaugurado em Março de 1861. Aí, Spurgeon pregou mais de 6000 vezes, todos os domingos, durante trinta anos. Isso não foi tarefa fácil nos dias que antecederam o aparecimento dos microfones, e só foi possível porque o Senhor o dotou de uma voz imponente. Do púlpito, Spurgeon expôs as verdades da Escritura, de uma maneira clara e distanta, e num estilo brilhante. A cada semana um dos seus sermões era publicado. Quando pregava com autoridade citava amiúde o que de melhor havia na literatura mundial. Mais importante ainda, ele pregava a Cristo Jesus. Num dos seus primeiros sermões que pregou no Tabernáculo, ele declarou: "Se me perguntarem qual é o meu credo, devo responder, é Jesus Cristo."
O seu carisma era criticado como irreverente. Spurgeon salientava que por meio dele as almas foram ganhas para Cristo. O Senhor tinha-o chamado para que ele pregasse às classes mais baixas, e ele devia apresentar o Evangelho de uma forma que elas pudessem entender.
No seu último sermão, Spurgeon pregou acerca do que é ter Cristo como nosso Capitão. Ele debruçou-se sobre a história de David em Siclag. David e os seus homens quando para regressaram a Siclag encontraram esta cidade incendiada e as suas mulheres e os seus filhos levados cativos. Os homens de David queriam apedrejá-lo. Nãos obstante, David reanimou-no no Senhor, e sob a sua liderança, os seus homens reaveram as suas esposas e os seus filhos. Naquela mesma ocasião, David deixou para trás alguns homens que estavam esgotados fisicamente a guardarem a bagagem. Cristo, disse Spurgeon, é como David. Ele levanta-Se para defender os fracos.
"Nós somos todos um, em Cristo Jesus. Certamente isto deve confortar aqueles que por motivo de fraqueza, são levados a sentirem como se fossem os membros inferiores do corpo ..." Spurgeon mostrou como David atribuiu a recuperação das suas famílias ao Senhor e deduziu esta conclusão: "Se é tudo de graça, então, meu pobre irmão que te debates com dificuldades, que dificilmente te podes sentir seguro de que és salvo, se ainda és crente, podes reivindicar cada uma, de todas as bênçãos do Pacto gracioso do Senhor". Cristo, o Filho de David, é "o mais magnânimo dos capitães".
Bibliografia:
Boreham, F. W. Life Verses Volume 1. Grand Rapids, Michigan: Kregel, 1994.
Conwell, Russell Herman. Life of Charles Haddon Spurgeon: the world's great preacher. Philadelphia: Edgewood Pub. Co., 1892.
Day, Richard Ellsworth. The Shadow of the Broad Brim: the life story of Charles Haddon Spurgeon, heir of the Puritans. Philadelphia: The Judson Press, 1934.
Living Leaders of the World. Prepared by an able corps of distinguished authors, such as Gen. Lew Wallace, et al. Chicago: Hubbard, ca. 1899.
McGraw, James. Great Evangelical Preachers of Yesterday. New York; Nashville: Abingdon Press, 1961.
Pike, G. H. Charles Haddon Spurgeon. Funk & Wagnalls, "Spurgeon, Charles Haddon." Dictionary of National Biography. Edited by Leslie Stephen and Sidney Lee. London: Oxford University Press, 1921 - 1996.
Anos antes, o seu ministério esteve quase a chegar a um fim precoce. A sua congregação tinha crescido tanto que tiveram de construir o Tabernáculo, este edifício especial, para acomodar a multidão que vinha para ouvi-lo. Enquanto o edifício do Tabernáculo estava sendo construído, ele alugou um salão em Surrey Gardens. Aos 22 anos de idade, já Spurgeon levava cinco anos de pregação regular do santo Evangelho. Como habitualmente, uma multidão de pessoas encheu o salão de Surrey Garden. Assim que ele orou em voz alta, uns indivíduos traquinas gritaram: "Fogo", e as pessoas que assistiam no balcão começaram a lançar-se para a plateia, como doidas. Em pânico, as pessoas precipitaram-se desordenadamente e em pânico para as saídas. Sete pessoas morreram esmagadas e dezenas de outras foram levadas para o hospital gravemente feridas.
Spurgeon entrou num colapso de horror. Teve de ser levado do púlpito e caiu num profunda depressão, de tal forma, que ele mais tarde disse que duvidava de que alguém que já tivesse ter estado tão perto de enlouquer como ele teve, nessa horosa ocasião, ainda conseguisse salvar-se, recuperando a sanidade mental.
O Tabernáculo foi inaugurado em Março de 1861. Aí, Spurgeon pregou mais de 6000 vezes, todos os domingos, durante trinta anos. Isso não foi tarefa fácil nos dias que antecederam o aparecimento dos microfones, e só foi possível porque o Senhor o dotou de uma voz imponente. Do púlpito, Spurgeon expôs as verdades da Escritura, de uma maneira clara e distanta, e num estilo brilhante. A cada semana um dos seus sermões era publicado. Quando pregava com autoridade citava amiúde o que de melhor havia na literatura mundial. Mais importante ainda, ele pregava a Cristo Jesus. Num dos seus primeiros sermões que pregou no Tabernáculo, ele declarou: "Se me perguntarem qual é o meu credo, devo responder, é Jesus Cristo."
O seu carisma era criticado como irreverente. Spurgeon salientava que por meio dele as almas foram ganhas para Cristo. O Senhor tinha-o chamado para que ele pregasse às classes mais baixas, e ele devia apresentar o Evangelho de uma forma que elas pudessem entender.
No seu último sermão, Spurgeon pregou acerca do que é ter Cristo como nosso Capitão. Ele debruçou-se sobre a história de David em Siclag. David e os seus homens quando para regressaram a Siclag encontraram esta cidade incendiada e as suas mulheres e os seus filhos levados cativos. Os homens de David queriam apedrejá-lo. Nãos obstante, David reanimou-no no Senhor, e sob a sua liderança, os seus homens reaveram as suas esposas e os seus filhos. Naquela mesma ocasião, David deixou para trás alguns homens que estavam esgotados fisicamente a guardarem a bagagem. Cristo, disse Spurgeon, é como David. Ele levanta-Se para defender os fracos.
"Nós somos todos um, em Cristo Jesus. Certamente isto deve confortar aqueles que por motivo de fraqueza, são levados a sentirem como se fossem os membros inferiores do corpo ..." Spurgeon mostrou como David atribuiu a recuperação das suas famílias ao Senhor e deduziu esta conclusão: "Se é tudo de graça, então, meu pobre irmão que te debates com dificuldades, que dificilmente te podes sentir seguro de que és salvo, se ainda és crente, podes reivindicar cada uma, de todas as bênçãos do Pacto gracioso do Senhor". Cristo, o Filho de David, é "o mais magnânimo dos capitães".
Bibliografia:
Boreham, F. W. Life Verses Volume 1. Grand Rapids, Michigan: Kregel, 1994.
Conwell, Russell Herman. Life of Charles Haddon Spurgeon: the world's great preacher. Philadelphia: Edgewood Pub. Co., 1892.
Day, Richard Ellsworth. The Shadow of the Broad Brim: the life story of Charles Haddon Spurgeon, heir of the Puritans. Philadelphia: The Judson Press, 1934.
Living Leaders of the World. Prepared by an able corps of distinguished authors, such as Gen. Lew Wallace, et al. Chicago: Hubbard, ca. 1899.
McGraw, James. Great Evangelical Preachers of Yesterday. New York; Nashville: Abingdon Press, 1961.
Pike, G. H. Charles Haddon Spurgeon. Funk & Wagnalls, "Spurgeon, Charles Haddon." Dictionary of National Biography. Edited by Leslie Stephen and Sidney Lee. London: Oxford University Press, 1921 - 1996.
FONTE: No Caminho de Jesus



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